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Publicado em 22-10-2007
Filed Under (cinema) by João Matos

highlander_sourceUltimamente, não tenho tido muita sorte com os filmes… O penúltimo que vi foi Highlander: The Source. A pergunta é: porque mexer mais? Temos o primeiro, um filme que teve o seu lugar na história. o segundo que é uma completa aberração. O terceiro que tenta como que subtilmente terminar a trilogia da melhor maneira e como parece que a formula ainda dá dinheiro, porque a história em si, não tem mais para dar, vem outra aberração. Este filme parece estar mais cuidado no aspecto fotográfico e cénico, mesmo a personagem aparece como um imortal solitário, mas ao longo do filme o que se revela é a tentativa do autor em dar coerência a várias tentativas de introduzir novos factos a uma história que não necessita de novos factos. O super malvado que corre como se fosse o flash e que parte a espada dobrada em 593 a.c. de forma aparentemente mais fácil do que eu partiria um lápis. O melhor é que todo o valor daquela espada é substituido por uma conjunto de duas “facas” que levam o herói até à “Source”, que não é mais do que um cantinho de um estúdio qualquer com um buraco de areia, onde o o bom e o mau se esforçam por lutar à velocidade da luz. O tipo de efeitos utilizado é mau [.] Lutas em terreno sagrado, observadores que se intrometem. Pelo menos ainda havia Quickening, mas pouco mais. Como fã da história original, lamento que não haja “respeito” por uma história.

invisivel Gostei da ideia do filme e até da forma como o realizador nos faz passar o sentimento do herói, mas, para mim, o filme morre, enterrado em moral e religião. Eu tenho mais valor do que tu, porque me arrependi, ou mesmo a necessidade de morrer para salvar o outro, com símbolos religiosos a mistura… Gostei da necessidade de mostrar como a sensibilidade é necessária para a compreensão de um ser como não é só físico, mas também meta-físico.